
Meus avós são a lembrança mais doce, mais terna e querida que tenho de muitas fases da minha vida.
Sabe aqueles avós que tem muita paciência, que te levam pra casa deles e lá você reina? Eles eram assim...
Nos finais de semana íamos para o sítio deles em Nazaré Paulista, eu e meu irmão. Era delicioso! Pegávamos ovos no galinheiro com a minha avó para ela fazer seus deliciosos ovos quentes, passeávamos com meu avô pelo sítio... Nem sentíamos falta de televisão, que lá não tinha.
Meu avô fazia para nós espadas de madeira, nos explicava as coisa de uma forma que a gente pudesse entender. E minha avó, com sua doçura, fazia tudo que podia para que ficássemos felizes... Era atenciosa, meiga... Linda!!
Minha avó chamava a mim e a minha irmã de "flor de maracujá", "flor de batata doce"... e meu avô me chamava de "cuculeta", que eu nunca soube o que queria dizer.
Cresci, casei, tive o Gustavo e quando ele tinha 5 anos, ela nos deixou. Sofri muito e sinto muita a falta dela até hoje. Sempre converso com ela e sei que ela me escuta. Quando pode, vem me ver nos meus sonhos.
Meu avô se foi 3 anos depois. Ele ficou muito perdido sem ela e não queria mais viver. Teve um derrame, sofreu por um tempo e depois foi embora.
Espero ainda poder ver vocês um dia!

Esses são os avós do Fabio, a Julieta e o Miguel. A Jujú e Migué.
O Migué era uma pessoa difícil mas muito importante para todos. Amava o Fábio de uma forma especial e transferiu esse amor para o Gustavo.
A Jujú era sensacional, engraçada e cheia de histórias. Depois que minha avó morreu, eu disse a ela que queria que passasse a ser minha avó e ela disse: "Tudo bem..." com aquele jeitinho dela. Mas 3 meses depois ela se foi também, de repente, sem estar doente. Estava tomando chá na casa dela sentada no sofá, encostou a cabeça no encosto e se foi. Fomos pegos de surpresa e sentimos muito.
Olha a carinha dela nessa foto. Já dá pra imaginar como ela era uma figura.
Sempre que estamos em Mairiporã na casa em que ela morava, sentimos muito a falta dela. Ela animava o ambiente. Sempre que falamos dela, rimos ao lembrar do seu jeito todo especial.

Esse é o Caio. Um cara lindo, feliz, divertido e muito, muito amado por todos nós.
Irmão da Paula, minha grande amiga e irmã e era meu irmão de coração. Conheci a Paula quando a Denise, mãe dela, estava grávida dele.
Já de bebê era lindo, alegre e terrível!
Eu adorava passar a mão na bunda dele. Era a bunda mais linda que já vi. Mas quando ele cresceu, me disse que teria os mesmos direitos, por isso achei melhor não fazer mais ...
Quando eu dormia na cada deles, ele vinha para a minha cama de manhã para ficar com a gente no quarto. Era mais novo que eu 6 anos e eu o amava muito. era meu irmãozinho.
Se casou, teve um filho, o Theo, que Deus resolveu que seria a cópia fiel do pai. Sorte dele que é lindo, igualzinho!!
Mas, infelizmente, quando o Theo tinha 1 aninho, o Caio se foi, inesperadamente. Não foi acidente, não foi nenhuma doença grave, não foi nada que esperássemos. Depois de passar mal uma noite, foi atendido num pronto-socorro e horas depois, não estava mais com a gente. Foi um dos maiores choques que já tivemos. Você nunca espera que um cara jovem, com 29 anos, cheio de vida, lindo, com muita coisa pra viver ainda, se vá, ainda mais assim, sem explicação.
Até hoje não sabemos ao certo o motivo, mas o que sabemos é a falta que ele nos faz, o vazio que ficou em muitas vidas.
Amamos você!
Existem algumas outras pessoas que se foram, mas que não tenho nenhuma foto aqui comigo. Meu padrinho Bruno é uma delas, mas vou arranjar uma e colocar aqui, logo logo.
"Espíritos de luz iluminando nosso coração
Fantasmas familiares como guias, como forças de proteção
Aí a gente vê que o tempo não vale nada
É pó na estrada da evolução."











































